behind blue eyes...











the who by limpbizkit

all the world is green...




Tom waits

just swin...

Sometimes I find myself stuck in the middle with
nowhere to turn So I pull it in and tell myself it
all works out But then again no one helps when
things go wrong So I saved myself saved myself
I learned how to swim Sometimes you find
yourself stuck in the crowd with nowhere to turn
So you go against what everybody feels but
feelings burn Then you'll see that no one person
rules the world You tell yourself that everybody
learns how to swim With it don't fight the tide,
don't fight the tide Just swim with it but first...
You put your feet on the ground I can't pick you
up every time you're falling down No I'm not
your mother or your father You put your feet on
the ground I can't pick you up every time you're
falling down No I can't go any further but I know
It's hard to do the right thing in the right place
When you want to do something else in their
face Do what I do don't turn your back and walk
away no Do what I do and learn how to swim
With it don't fight the tide, don't fight the tide
Just swim with it but first... You put your feet on
the ground I can't pick you up every time you're
falling down No I'm not your mother or your
father You put your feet on the ground I can't
pick you up every time you're falling down No I
can't go any further NO NO Just learn how to
swim With it don't fight the tide, don't fight the
tide Just swim with it but first... You put your
feet on the ground I can't pick you up every
time you're falling down No I'm not your mother
or your father You put your feet on the ground I
can't pick you up every time you're falling down
No I can't go any further Put your feet on the
ground Won't you put your feet on the ground,
no I can't pick you up Everytime you're falling
down Put your feet on the ground And learn how
to swim With it don't fight the tide, don't fight the
tide Just swim...
*

uns...

Uns vão
Uns tão
Uns são
Uns dão
Uns não
Uns hão-de
Uns pés
Uns mãos
Uns cabeça
Uns só coração
Uns amam
Uns andam
Uns avançam
Uns também
Uns cem
Uns sem
Uns vêm
Uns têm
Uns nada têm
Uns mal
Uns bem
Uns nada além
Nunca estão todos

Uns bichos
Uns deuses
Uns azuis
Uns quase iguais
Uns menos
Uns mais
Uns médios
Uns por demais
Uns masculinos
Uns femininos
Uns assim
Uns meus
Uns teus
Uns ateus
Uns filhos de Deus
Uns dizem fim
Uns dizem sim
E não há outros

by Caetano Veloso

my angel...

You're right,
Or grow strong,
Funky is the word.


Oh, this is so funky,
Funky in my heart,
This girl is funky,
The girl in my dreams cracks me up.


Funky, oh that's the word,


But Jane, do you really care how funky styles of your could be?


Can you just see me lonely?


Funky is the word you could only say.
It's so funky,
Jane, can't you see?


You could be loved by any boy in the world...


u2

há dias...


Há Dias

Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda.
Eugénio de Andrade de Os lugares de Lume

a luz...

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta (11-3-1914)

XXVI

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!

"Alberto Caeiro" O guardador de rebanhos

causas... e consequências.


Nuclear? Não obrigado.

a flor...



Sê alegre apenas depois de dares a volta à vida toda.
E regressares então a uma flor, ao sol num muro, a um verme no chão.
A profunda alegria não é a do começo mas a do fim.
Vergílio Ferreira

Aquele que desperdiça o dia de hoje, lamentando o de ontem,
desperdiçará o de amanhã, lamentando o de hoje.
P.Raskin

desert rose...



I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in vain
I dream of love as time runs through my hand
I dream of fire
Those dreams that tie two hearts that will never die
And near the flames
The shadows play in the shape of the man’s desire
This desert rose
Whose shadow bears the secret promise
This desert flower
No sweet perfume that would torture you more than this
And now she turns
This way she moves in the logic of all my dreams
This fire burns
I realize that nothing’s as it seems
I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in vain
I dream of love as time runs through my hand
I dream of rain
I lift my gaze to empty skies above
I close my eyes
The rare perfume is the sweet intoxication of love
I dream of rainI dream of gardens in the desert sand
I wake in vain
I dream of love as time runs through my hand
Sweet desert rose
Whose shadow bears the secret promise
This desert flower
No sweet perfume that would torture you more than this
Sweet desert rose
This memory of hidden hearts and souls
This desert flower
This rare perfume is the sweet intoxication of love...

Sting

traços...

you are what you is...




Frank Zappa

Muda de vida ou muda de poema...


Um poema não é uma coisa que se coloca sobre o teu dia como um condimento sobre o teu almoço. A vida de uma pessoa não tem material semelhante a nada que conheças. Existir é feito de peças impossíveis de copiar. E a poesia não entra nesse material único - a vida de uma pessoa - como o avião no ar ou o acidente do avião na terra dura. Um poema não é manso nem meigo, não é mau nem ilegal. Os homens não se medem pelos poemas que leram, mas talvez fosse melhor. O que é a fita métrica comparada com algo intenso? Há poemas que explicam trinta graus de uma vida e poemas que são um ofício de demolição completa: o edifício é trocado por outro, como se um edifício fosse uma camisa. Muda de vida ou, claro, muda de poema.

Gonçalo M. Tavares, in 'A Perna Esquerda de Paris'

can't hold you down

an empty heart looking outside
goodnight baby, wishes on sand not
coming anymore
I pull up a chair in empty
surroundings
I miss the way you talked about sunny
days that will never be warm
May you rise from the ashes
As lovers we’re drowning in a river so
deep
Floods upon me
How could I see and forget
If I can’t hold you down
I am the whole night long
I learned to dim the light, not screen
it
and maybe I learned not to live too
fast
but each line drove me places where
I never aimed to end up
As I miss your charms and you’re not
there and I see the stairs
As lovers we’re drowing in a river so
deep
Floods upon me
How could I see and forget
If I can’t hold you down


Blind Zero- the night before and a new day


"Para que percorres inutilmente o céu inteiro à procura da tua estrela? Põe-na lá..."
vergilio ferreira

impressões...





operário em construção


Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa quer ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá', cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Alem uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
`A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois alem do que sabia
- Exercer a profissão
- O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia "sim"
Começam a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse:
Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porem, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Será' teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse e fitou o operário
Que olhava e reflectia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objectos
Produtos, manufacturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira!
- disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silencio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fracturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porem que fizera
Em operário construído
O operário em construção
#
Vinicius de Moraes

walls...

"It’s coming back so fast,
that I should fake this alone.
You kept me back so unthinking,
that I should fake this alone.
*
Because your breath is still in me
and you shape is still around
and this shallow light won’t let me go,
no…
*
Because even if you break my heart
and even if you make things wrong,
you will always be the one,
you will always be my love.
*
I will fight against those walls
I will love against those walls,
I will dream against those walls,
I can lie against those walls,
or even try to break those walls,
I try to fly upon those walls,
I can bring light to your wall
again and again against those walls,
I will sleep against those walls,
I’ll bet my life to sing my songs…"

#

Wallpaper, The Gift

... she... leaves...

keith jarret

o mar negro...

cor do amor...

andreas vollenweider/milton nascimento

certas coisas...

Não existiria som
se não houvesse
o silêncio
Não haveria luz
se não fosse
a escuridão
A vida é mesmo assim
dia e noite
não e sim
*
cada voz que canta o amor
não diz tudo que
quer dizer
Tudo que cala fala
mais alto
ao coração
Silenciosamente
eu te falo
com paixão
*
eu te amo calado
*
como quem ouve
uma sinfonia
de silêncio e de
luz
*
nós somos medo e
desejo somos
feitos de silêncio
e som
tem certas coisas
que eu não sei dizer
*
A vida é mesmo assim
dia e noite
não e sim
eu te amo calado
*
como quem ouve
uma sinfonia
de silêncio e de
luz
*
nós somos medo e
desejo somos
feitos de silêncio
e som
tem certas coisas
que eu não sei dizer
#
Milton Nascimento/Nelson Mota/Lulu Santos

encontros e despedidas...

milton nascimento

a casa...

Sentir de novo
aquela dor
a pouco a pouco respirar
aquele amor que foi
vivido e esquecido
em segredo
*
como ninguém
*
Perdoar
como perdoar
há tanto tempo que eu queria
mudar
queria voltar
Acordar
deixar o dia passar devagar
assim ficar
*
Sentir de novo
aquele amor
a pouco a pouco consolar
aquela dor que foi sentida e sofrida
em silêncio
*
Chegar de novo
Sentir o amor
voltar a casa sem pensar
deixar a luz entrar
esquecer aquela mágoa
sem ter medo
*
como ninguém
*
Encontrar
poder encontrar
todas as coisas que eu não soube dar
saber amar
Perdoar
saber perdoar
há tanto tempo que eu queria mudar
queria voltar
Aceitar
deixar que o tempo te faça voltar
saber esperar
#
em "Alma Mater" Rodrigo Leao & Adriana Calcanhoto

o encontro


Rodrigo Leão

os miúdos prometem...

dr1ve



A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina.
Miguel Angelo

se cada dia cai

william turner
-
Se cada dia cai,
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda

As Palavras


São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

continua... Sérgio...

Ah, quanta mágoa
Ah, quantos sonhos incompletos
Mas oh, quanta palavra tomou vida
na nascente dos afectos
desorganizados alfabetos
*
Não sabe ler neles quem pensa
nem lhe conhece bem as cores
que por secundários os dispensa
aos afectos medidores
do corpo e da alma e seus sabores
*
Porque o quadrado da hipotenusa
é igual a já não sei quê dos catetos
a traça do passado é tão confusa
mas tão límpida a lembrança dos afectos
são fartos e temíveis
são as cordas sensíveis
quietos, irrequietos
p'ra sempre
politicamente incorrectos
os afectos, os afectos
*
Era de uma espécie quase extinta
foi encontrada adormecida
a cara talvez em paz, talvez faminta
esperando a investida
de um só beijo que a devolva à vida
*
Já que se pede ao amor loucura
não se lhe dê veneno à flecha
nem triste pecado à mordedura
abre o pano até que fecha
o amor busca nos afectos a deixa
*
Porque o quadrado da hipotenusa
é igual a já não sei quê dos catetos
a traça do passado é tão confusa
mas tão límpida a lembrança dos afectos
são fartos e temíveis
são as cordas sensíveis
quietos, irrequietos
p'ra sempre
politicamente incorrectos
os afectos, os afectos
#
Sérgio Godinho - os afectos

angie...

...

wild rose...


They call me The Wild Rose
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
*
From the first day I saw her
I knew she was the one
As she stared in my eyes and smiled
For her lips were the colour of the roses
They grew down the river, all bloody and wild
*
When he knocked on my door and entered the room
My trembling subsided in his sure embrace
He would be my first man, and with a careful hand
He wiped the tears that ran down my face
*
They call me The Wild Rose
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
*
On the second day I brought her a flower
She was more beautiful than any woman I'd seen
I said, 'Do you know where the wild roses grow
So sweet and scarlet and free?'
*
On the second day he came with a single rose
Said: 'Will you give me your loss and your sorrow?
' I nodded my head, as I layed on the bed
He said, 'If I show you the roses will you follow?'
*
They call me The Wild Rose
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
*
On the third day he took me to the river
He showed me the roses and we kissed
And the last thing I heard was a muttered word
As he stood smiling above me with a rock in his fist
*
On the last day I took her where the wild roses grow
And she lay on the bank, the wind light as a thief
As I kissed her goodbye, I said, 'All beauty must die'
And lent down and planted a rose between her teeth
*
They call me The Wild Rose
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
#
where the wild roses grow - nick cave

estudos...


o voo...

Fly... litle bird!...


Grace... by Jeff...

Obrigado... Lindo...


anos!?...



Aniversário

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhaslágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses!
Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Fernando Pessoa(Álvaro de Campos)


dave matthews band

the space between...


You cannot quit me so quickly
There's no hope in you for me
No corner you could squeeze me
But I got all the time for you, love
The space between
The tears we cry
Is the laughter that keeps us coming back for more
The space between
The wicked lies we tell
And hope to keep us safe from the pain
But will I hold you again?
These fickle, fuddled words confuse me
Like 'Will it rain today?'
We waste the hours with talking, talking
These twisted games we're playing
We're strange allies
With warring hearts
What a wild-eyed beast you be
The space between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain
Will I hold you again?
Will I hold....
Look at us spinning off
The madness of a rollercoaster
You know you went off like a devil
In a church in the middle of a crowded room
All we can do, my love
Is hope we don't take this ship down
The space between
Where you're smiling high
Is where you'll find me if I get to go
The space between
The bullets in our firefight
Is where I'll be hiding, waiting for you
The rain that falls
Splash in your heart
ran like sadness down the window into me.
The space between
Our wicked lies
Is where we hope to keep safe from pain
Take my hand
'Cause we're walking on out of here
Oh, right out of here
Love is all we need yes
The space between
What's wrong and right
Is where you'll find me hiding, waiting for you
The space between
Your heart and mine
Is the space we'll fill with time
The space between...
Dave Matthews Band

Ligações...

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